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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ajuda literária

Podem deixar aqui, por comentário, sugestões de livros, sff?
Tenho preferência em diários ou de histórias veredictas.
Obrigada!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Morrer é só não ser visto


"O luto foi duro, demorado, difícil. Eu tinha trinta e dois anos e o Pyppo estava a um mês de completar trinta e três. A meias, tínhamos uma filha com cinco e um filho a caminho dos dois. Nunca, até então, a morte tinha sido tão implacável, tão definitiva, tão trágica. De um momento para o outro, deixou-me sem chão, sem marido, sem pai, sem as canções que embalavam o sono dos filhos, sem abraços, sem companhia. E, no entanto, eu sabia - e, acima de tudo, sentia - que o Pyppo não tinha morrido, mas apenas mudado de latitude de vibração, de frequência e que, de onde quer que estivesse, velaria por nós."

"Um livro corajoso e único sobre a morte e os mistérios da vida. Testemunhos surpreendentes e desassombrados que nos inspiram. Inês de Barros Baptista reúne neste livros testemunhos de pessoas que perderam entes queridos. Através de uma conversa com a autora revelam tudo o que sentem sem medos e tabus. São histórias de vida que nos tocam pela capacidade de transmitir sentimentos e emoções sem máscaras e que nos inspiram pela força inusitada destas experiências de vida. As fragilidades da vida humana são aqui expostas. Os testemunhos recolhidos são de pessoas anónimas e personalidades conhecidas que foram escolhidas pela luz especial que comunicam e que através de um discurso positivo emitem sinais de esperança, força e amor. Sempre o amor."
 
Este livro é forte. 
É um murro no estômago.
Uma chamada chamada à realidade.
Dura e crua.
 
Mas é o livro que todos deviam de ler.
 
 
 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

É um facto

Ontem descobri, que durante este ano, só (sim, 'só' porque para mim é pouco) 22 livros!!

NLA

Há quem goste de ler os livros da Margarida Rebelo Pinto, sou sincera, já gostei muito mais de a ler.
Mas se me perguntarem qual é o meu escritor preferido, eu respondo: Nuno Lobo Antunes.
Muitas são as vezes que me questionam sobre o porquê desta minha preferência, eu não respondo,  porque ainda não tenho essa resposta formada. Existem pessoas que acham que é por eu ter sido atirada para um mundo à parte deste, ao qual é necessário sangue frio. Podia continuar, mas ficou-me por este exemplo, porque a minha resposta é sempre a mesma independentemente,  das sugestões/opiniões/afirmações que me dão: "eu acho que é um pouco de tudo. Nos livros dele posso encontrar a minha vida, contada do ponto de vista clínico, posso rever a frontalidade que poucos médicos têm, com medo de magoar o doente, felizmente, os meus são como ele, frontais, directos, sem meias palavras. Mas naquelas páginas encontro o que recebo dos médicos que seguem: esperança! Talvez seja por isso que goste de o ler"




sábado, 26 de junho de 2010

Não se assustem, mas eu tinha de escrever sobre isto.

Alguém já leu este livro??


Deixo aqui uma opinião que me deram:

"Este livro é um livro completamente mágico, cheio de flores, odores, cores e sabores, com relações difíceis entre as mulheres de uma família detentora de segredos mágicos e que são tão diferentes mas tão iguais umas às outras quanto é possível.
A história centra-se nas últimas mulheres da família Waverley, que vivem em Bascon, onde cada família é conhecida por uma série de dons que passam de pais para filhos ou de mães para filhas.
Na casa das Waverley é possível encontrar um jardim especial onde as flores que lá crescem têm os seus poderes especiais e macieira que sempre lá esteve tem vontade própria e gosta de atirar maçãs que mostram a quem as come o acontecimento mais importante das suas vidas.
Claire é uma mulher solitária que nunca foi como as outras pessoas, que cuida do seu jardim, tem o seu negócio de comidas à base de flores e com as quais é capaz de produzir os efeitos que quer nas outras pessoas. O que Claire mais procura na sua vida é a constância e a rotina metódica, pois sempre sentiu que acabava por perder todos de quem gostava. À custa disso acaba por se fechar às outras pessoas. Mas tudo isto muda quando conhece o seu novo vizinho do lado, Tyler, um professor de artes, ao mesmo tempo que a sua meia-irmã, Sydney após ter estado dez anos desaparecida, transportando a sua pequena filha, Bay de seis anos, alterando todo o mundo de Claire perfeitamente organizado.
Sydney, a meia irmã de Claire, fugiu de casa numa tentativa de imitar a sua mãe, Lorelei Waverley, e de fugir a todo o mágico mundo cheio de poderes subtis que envolve a sua família. Acaba por se meter com homens errados, os quais rouba e depois abandona, até que um dia conhece David e engravida de Bay. Depois disso ele começa a tratá-la mal a abusar dela, a bater-lhe e por vezes quase que a mata. Quando por fim Sydney arranja coragem de fugir ao violento pai da filha, parte para Bascon, o único sítio no mundo onde alguma vez conseguiria arranjar segurança para a filha. De volta a casa é confrontada com o passado e acaba por descobrir qual é o seu verdadeiro "dom Waverley".
Bay, filha de Sydney, é uma menina de seis anos, bastante madura para a sua idade e que cresceu a assistir o pai a fazer "coisas más" à mãe. Tal como todas as mulheres da sua família, tem um poder especial, que é o de saber o verdadeiro lugar das coisas e das pessoas. Bay vai trazer-nos um ponto de vista da história mais delicado e mais simples, típico da sua idade.
Por fim, Evanenelle, é uma idosa, prima de Claire e Sydney, tem o dom de ter de dar coisas às pessoas que mais tarde, por algum motivo que desconhece, irão precisar delas ou que as ajudaram de uma maneira ou de outra.
Ao longo da história assistimos ao desenvolvimento em especial de Claire e Sydney, ao seu amadurecimento, que começam a história perseguidas por medos e anseios, e que os vão vencendo com o decorrer das páginas, desabrochando e conseguindo ser pela primeira vez felizes.
O Jardim Encantado está maravilhosamente escrito com uma leveza e aromas mágicos. Aqui a magia e a realidade andam juntas, misturando-se tão bem como se fizessem parte uma da outra. É realmente um livro muito lindo, um romance delicioso e aromático (literalmente) cheio de uma sensibilidade. E é um livro com uma capa lindíssima!"

Eu não tenho nenhum jardim encantado, mas tenho um pouco das personagens Claire e da Bay. Sei o sitio onde as coisas pertencem. Sei antes de tempo, surpresas que me fazem. Pressinto quando alguma coisa esta ou vai estar mal, e podia continuar, mas fico-me por aqui. Claro que para saber isto tudo, tive de perder alguma coisa. E perdi. Muito, até.

E ao ler este livro, lembrei-me duma pessoa :s

P.S: Logo já respondo aos comentários e aos desafios.

domingo, 9 de maio de 2010

É imperdivel, eu sei.

Já li muitos livros é verdade, mas ainda não li o Principezinho :o É quase um crime!!
Diz que hoje é o dia de o comprar na Feira do Livro 8)
[lembrei-me disto, por causa da Kikas.]

sexta-feira, 23 de abril de 2010

As velas ardem até ao fim

“ A amizade, pensava eu – e tu, que andaste mais pelo mundo fora, certamente sabes mais e melhor que eu, aqui na minha solidão campestre - , é a relação humana mais nobre que pode haver entre os seres vivos humanos. É curioso, os animais conhecem-na bem também. Existe amizade, altruísmo, solidariedade entre os animais. Um príncipe russo escreveu sobre isso… já não me lembro do nome dele. Há leões e galos bravos, criaturas de todo o género que tentam socorrer os da sua espécie que se vêem em apuros, sim, vi com os meus próprios olhos que, às vezes, ajudam também aos animais de outra espécie. (…).Entre pessoas, vi menos exemplos. Para ser mais exacto, não vi nenhum. As simpatias que vi nascer entre pessoas diante dos meus olhos, acabaram sempre por se afogar nos pântanos do egoísmo e da vaidade. A camaradagem, o companheirismo, às vezes, parecem amizade. Os interesses comuns por vezes criam situações humanas que são semelhantes à amizade. E as pessoas fogem da solidão, entrando, entrando em todo o tipo de intimidades de que, a maior parte das vezes, se arrependem, mas durante algum tempo podem estar convencidas de que essa intimidade é uma espécie de amizade. Naturalmente, nesses casos não se trata de verdadeira amizade. Uma pessoa imagina – e o meu pai entendia as coisas dessa maneira – que a amizade é um serviço. O amigo, assim como o namorado, não espera recompensa pelos seus sentimentos. Não quer contrapartidas, não considera a pessoa que escolheu para ser seu amigo como uma criatura irreal, conhece os seus defeitos e assim o aceita, com todas as suas consequências. Isso seria o ideal. E na verdade, vale a pena viver, ser homem, sem esse ideal? E se um amigo falha, porque não é um verdadeiro amigo, podemos acusá-lo, culpando o seu carácter, a sua fraqueza? Quando vale aquela amizade, em que só amamos o outro pela sua virtude, fidelidade e perseverança? Quanto vale qualquer afecto que espera recompensa? Não seria nosso dever aceitar o amigo infiel da mesma maneira que o amigo abnegado e fiel? Não seria isso o verdadeiro conteúdo de todas as relações humanas, esse altruísmo que não quer nada nem espera nada, absolutamente nada do outro? E quanto mais dá, menos espera em troca?(…)Vês, dediquei-me a essas questões teóricas quando fiquei sozinho. Naturalmente, a solidão não me deu resposta. Nem os livros deram resposta perfeita. Nem os livros antigos, os estudos dos pensadores chineses, hebreus e latinos, nem os modernos que falam sem rodeios, mas dizem sobretudo palavras e não a verdade.”

In: As Velas Ardem até ao Fim, Sándor Márai, Dom Quixote, 2006,

Este é só um exerto de um dos livros que me fez questionar sobre muitas coisas. Ao ler cada linha, pensei, 'que livro é este que acabei de ler?' É mais do que a elegia da amizade, mais do que o assoberbar do amor, do ódio, do desejo de vingança... É mais do que cem folhas em letra miúda, é mais do que um desabafo da alma de um autor húngaro de quem nunca ouvi falar... no entanto, foi uma boa surpresa :) Tem uma vida própria. Tem identidade. Com uma escrita detalhada mas de traços simples que nos faz sentir que estamos a assistir a uma peça de teatro, o autor narra-nos a conversa nocturna entre dois seres humanos que aguardaram quarenta e um anos por uma resposta que afinal se resume a duas vidas perdidas na partilha de um segredo.. É um livro intenso e não o achei secante. Tudo foi posto em causa... Onde acaba a amizade e começa o amor? Ou será este um prolongamento do primeiro? E a fidelidade, terá sentido? O que é a traição? As palavras que se soltam são tremedamente pesadas, mas absorvidas pelo visitante.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pormenores

"Há pessoas que entram na nossa vida para nunca mais saírem. E ainda bem. Lembro-me dela(s) todos os dias, por coisas tão pequenas que nem vale a pena mencionar, mas a vida ensinou-me que se devem tratar as coisas importantes como se fossem pormenores e a dar maior valor aos mais pequenos pormenores."


Margarida Rebelo Pinto
Mas, independentemente de tudo, estou por aqui :)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sinto Muito


"Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito."
A chantagem emocional é enorme, chorei e não foi pouco, não chorava de todo de felicidade, mas talvez chorasse de sentimento de compreensão, de ter sentido na minha pele o sofrimento da Jeniffer, da Mary e da Inês.
Nuno Lobo Antunes disse...
Li os vossos comentários que naturalmente me comoveram, embora sem falsa modéstia, tenha de dizer que não sou herói nem santo, apenas
um médico que no dia do juízo final terá algumas coisas a favor e muitas contra.
"Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio… A vida é tempo entre parênteses "
o meu juizo final acerca do livro é que vale a pena ler, sem duvida.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Não me parece que seja sorte, mas...

"..o sofrimento não enobrece e os sobreviventes resistem graças à sua força, astúcia ou sorte e não á sua bondade e muito menos à sua inocência"

in, Vidas Entrelaçadas