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terça-feira, 3 de maio de 2011

Comparações

Algumas pessoas que sabem que eu conheço a T., estão sempre a comparar-me a ela e eu detesto isso, porque a única coisa que temos em comum é esta doença.
Eu e ela somos muiiiito diferentes e vivemos em mundos opostos.
Frases como ' vês, ela está sempre feliz e está sempre em contacto com os amigos', irritam-me profundamente. Ela está sempre feliz, é verdade, mas verdade seja dita que anda sempre a viajar, e isso é motivo para estar feliz, porque sente-se viva. Mas o que me deixa mesmo possessa é a parte 'do está sempre em contacto com os amigos', não sei qual é o propósito destas palavras, pelo menos o motivo concreto. Mas eu se não falo mais, é porque não posso e isto não são tretas, é a verdade. A minha visão já não é o que era, e sou obrigada a parar o que possa estar a fazer por isso, a maior parte das vezes é porque a letra é demasiado pequena e quando  digo esta razão, vem logo esta resposta em modo automático 'mas a T., por muito cansada que esteja fala'. Fala porque tem possibilidades económicas que eu e os meus pais não temos. Fala porque tem muitas tecnologias ao seu dispor.

Por isso não gosto deste tipo de comparações, as pessoas falam sem saberem o que se passa e isso é uma enorme falta de respeito para o 'alvo'.

domingo, 10 de abril de 2011

Mas alguém me explica isto?

Na semana passada tive de ir à administração/gestão de utentes de um hospital, logo à entrada esta um grande papel a dizer o horário de funcionamento: das 9h às 17h. Até aqui tudo muito bem. Existem três funcionárias naquele departamento. Eu fui por volta das 13:30, assim que saí da minha consulta. Expliquei o que queria a uma pessoa que sabia menos que eu e que me brindou com isto ' ahhh, não está cá ninguém, vai ter de esperar até às 15h'.
Como?
Nem eu, nem a minha mãe, que estava comigo, somos de ficar caladas, por isso a nossa resposta foi esta 'no horário de funcionamento não indica o horário de almoço, logo, e como existem três funcionárias, talvez seja para ir almoçar à vez e não como um rebanho de ovelhas, todas juntas.' Porra, com tanta gente no desemprego e estão ali aquelas mulheres a empatar tempo não fazendo nenhum. -.-

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Falar com o coração




Ninguém esperava que eu fosse escrever sobre um tema que ainda é tabu nos dias de hoje. Mas escrevi. Não estou completamente satisfeita, porque as palavras teimam em fugir da minha mente quando as quero usar.
Se para uns é fácil falar do tema, para outros é quase um pecado dizer palavras sobre tal assunto. Pedi opiniões, ainda assim continuo insegura.
Sempre arrisquei.
Sempre tentei antes de desistir do que quer que fosse.
E agora estou aqui, ainda insegura, ainda com o sentimento de que podia ter feito muito melhor.


Como desistir não é uma opção, vou arriscar e o resto logo se verá.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Sem palavras com tamanha estupidez

"Na maioria dos distritos, a percentagem de abstenções é maior que a percentagem de votos do Prof. Cavaco Silva."
Quererá isto dizer alguma coisa?

resposta de alguém :' QUER DIZER Q TAVA FRIO PARA SAIR DE CASA'.


..e é por isto que nada muda.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

NLA

Há quem goste de ler os livros da Margarida Rebelo Pinto, sou sincera, já gostei muito mais de a ler.
Mas se me perguntarem qual é o meu escritor preferido, eu respondo: Nuno Lobo Antunes.
Muitas são as vezes que me questionam sobre o porquê desta minha preferência, eu não respondo,  porque ainda não tenho essa resposta formada. Existem pessoas que acham que é por eu ter sido atirada para um mundo à parte deste, ao qual é necessário sangue frio. Podia continuar, mas ficou-me por este exemplo, porque a minha resposta é sempre a mesma independentemente,  das sugestões/opiniões/afirmações que me dão: "eu acho que é um pouco de tudo. Nos livros dele posso encontrar a minha vida, contada do ponto de vista clínico, posso rever a frontalidade que poucos médicos têm, com medo de magoar o doente, felizmente, os meus são como ele, frontais, directos, sem meias palavras. Mas naquelas páginas encontro o que recebo dos médicos que seguem: esperança! Talvez seja por isso que goste de o ler"




sábado, 13 de novembro de 2010

com os cinco sentidos + o coração

"Quem vê televisão todos os dias corre riscos. Cria condições para, mais cedo ou mais tarde, dar por si no gabinete do psicanalista ou acordar transformado num regular consumidor de drogas legais, vulgo tranquilizantes, anti-depressivos e afins.
É que não há serviço noticioso, seja qual for o canal, que não venha falar-nos da crise, do Orçamento que nos esmagará em 2011, dos juros da dívida que voltaram a passar os sete por cento, dos mercados (seja lá isso o que for, ninguém explica), das falências, das centenas de novos desempregados, das escolas que andam a alimentar os putos que passam fome em casa, do cada vez maior número de pessoas que olha para o futuro sem esperança.
Por isso, quando surge um programa que descobre e relata sinais positivos na forma como vamos produzindo sociedade, é uma lufada de ar fresco e puro. A RTP1 deu-nos dois destes, precisamente "Dar vida sem morrer - Urgência na Guiné" e "Príncipes do Nada", ambos pela mão de Catarina Furtado. No primeiro, a embaixadora da boa vontade do Fundo Nações Unidas para a População (FNUAP) acompanha a reconstrução de unidades hospitalares na Guiné-Bissau.
Num e noutro caso, são histórias exemplares, a todos os níveis. Porque não se centram nos protagonistas escolhidos, antes na realidade sofrida no quotidiano de seres humanos que vivem em extrema pobreza, "pobres de tudo" - sem dinheiro, sem educação como deve ser, com deficientes estruturas de saúde, com acentuada desigualdade de género - e mesmo assim resistem.
E, sobretudo, porque essas histórias, ainda que não escondam um real doloroso, se colocam do lado da esperança, da solidariedade humana, da demonstração prática da forma como, cada um de nós, pode, de facto, contribuir para a construção de um mundo melhor e mais justo.
Falta dizer que Catarina Furtado mostra, com estes programas, valer muito mais do que substantiva o estereótipo, que alguns verão nela, de uma apresentadora de televisão de sucesso, graciosa e simpática, que sabe comunicar com públicos adultos, entendidos como tal.
Catarina prova que é uma mulher solidária e demonstra que vive nela uma jornalista de mão cheia, capaz de observar o mundo à sua volta com "os cinco sentidos + o coração", como mandam as regras. Assim, vale a pena ter um serviço público de televisão."
daqui

 

sábado, 9 de outubro de 2010

Eu penso assim..

Seria muito mais útil para a sociedade, existir serviço de legendagem em todos os programas que são gravados, do que certos programas que dão, actualmente na TV.