quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Borboleta da vida

"Imagina que és uma lagarta feia e repugnante,
Andas sempre de mau humor, porque a tua vida não é interessante.
Até que, um dia, fazes um casulo, transformando a tua vida.
Pensas: “o que será de mim agora, feia e escondida?”
Enquanto pensas nisso, o casulo abre e és uma linda voadora
Uma beleza do céu, uma alegre sonhadora
E se ainda ontem eras desprezada
Amanhã vais ser constantemente admirada
E pensarás: “e se eu tivesse medo de mudar.
Nada disto tinha acontecido. Nunca iria melhorar”
O mundo é feito de mudanças constantes
E tu também tens que mudar, escolhendo os teus acompanhantes
Da vida e do sonho, da alegria e da tristeza
Que te apoiem não só pela tua beleza,
Mas sim pelo que tu demonstras ser
Uma pessoa cheia de singeleza e que apenas quer ter
Alguém para amarAlguém para compartilhar
Momentos únicos na vida
Como aquela lagarta que num dia estava escondida
E, no outro dia, mostrava-se aos céus… "

in, poeta rural

Há dias, em que me sinto como uma borboleta, primeiro a querer sair do casulo para depois abrir asas e voar, pelo o mundo fora, sem destino. Ainda antes dessa saída penso, “o que será de mim agora?”, é uma boa pergunta, tal como todas as outras que trago comigo ainda sem qualquer resposta. Depois e sem nos dar-mos por isso, ‘cortam’ um pouco das nossas asas. Para voltar a ter essas asas, tenho de crescer continuamente, mas este crescimento não vai acontecer de um momento para o outro, pode demorar anos mas se com o passar desses anos aprender sozinha, essa aprendizagem vai valer muito mais e as assas até crescem e nós voltamos a voar livremente.

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