sábado, 21 de julho de 2018






Este 2018 está a dar-me alguns desafios que não esperava viver. Pelo menos tão cedo.
A dinâmica desta casa mudou, consequentemente, o ambiente e está a ser claustrofóbico viver aqui.
Um pai que não fala com um filho. É algo contranatura.
Um irmão que vai fazer voluntariado mas que no fundo, toda esta vontade repentina, também é uma fuga.
Uma mãe destroçada, cansada e que enfrenta os dias da melhor forma que consegue.
Uns tumores que, felizmente, estão “ controlados” a nível de tamanho e descontrolados a nível de dor.
São várias frentes, cada uma mais intensa que a outra,  para uma só pessoa.
Sinto um fosso perante o Mundo e até de mim própria.
Queria férias. De paz. De tranquilidade.
Queria férias dos meus problemas, mesmo que fosse apenas durante um dia.

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